Thomas acabara de sair do salão comunal da Grifinória após pedir Mary em casamento com um largo sorriso em seu rosto. O garoto caminhou por alguns corredores a procura de Alice, queria ser o primeiro a contar a novidade para a garota. Andou mais alguns corredores e nada de Alice, até que o garoto se cansou e decidiu procurá-la mais tarde. E então, quando se dirigia para as Masmorras o garoto deparou-se com uma silhueta do que parecia ser uma garota que estava sentada ao chão a chorar. Thomas se aproximou e então pôde perceber que era Alice — Ah meu Merlin! Alice, o que houve? — perguntou abaixando-se para poder fitar a garota
Passaram-se dias… Semanas… E a cada segundo que se passava o amor que Tom sentia por Mary crescia intensamente. O garoto estava nervoso, suas mãos suavam frio, e ele tentava controlar o tremor delas ao abotoar a camisa. Tinha decidido que pediria Mary em casamento naquele dia. Não sabia ao certo como faria, mas precisava que ela soubesse que ele a queria ao seu lado para o resto da vida.
Tom tomou fôlego e então desceu as escadarias do salão comunal. Andou pelos corredores e nenhum sinal de Mary. Torre de astronomia… Lago Negro… Jardins.. Nada. Decidiu então que iria até o Salão Comunal da Grifinória, mas não podia ir daquela forma, não com as vestes sonserinas. O garoto olhou para os lados e então viu um dos Grifinórios passar por ali, sacou sua varinha e apontou para o mesmo — Obscuro — murmurou olhando para os lados, tendo certeza de que não havia ninguém ali além dele e o outro garoto. Caminhou até o mesmo e então bateu sua cabeça contra a parede com um pouco de força fazendo-o desmaiar, pegou sua capa e sua gravata trancando-o em seguida em um armário de vassouras. — Desculpe ai amigo, mas é por uma causa justa — disse vestindo a capa do garoto que agora permanecia desmaiado no armário — Até que me caiu bem — falou, ajeitando as vestes e saindo em seguida.
Subiu as escadarias até o sétimo andar e então se escondeu atrás de uma pilastra percebendo que dois Grifinórios haviam chegado. Ficou em silêncio e então pôde ouvir um deles murmurando a senha e em seguida entrando. Thomas cobriu seu rosto com o capuz das vestes e então se aproximou do quadro da mulher gorda repetindo a senha que acabara de ouvir, e então pôde ouvir o ranger da porta se abrindo, ainda sem tirar o capuz o garoto adentrou com um leve sorriso em seu rosto.
Já no salão comunal, Thomas retirou levemente o capuz, provocando olhares curiosos, uma vez que era bem conhecido em Hogwarts. Olhou a sua volta e lá estava ela, provavelmente até tal momento nem havia percebido a presença do garoto ali. Era incrível o modo como ela sorria e colocava uma mecha dos cabelos atrás da orelha. O garoto tomou fôlego e então caminhou até Mary. Se ajoelhou e puxou uma pequena caixinha do bolso na qual continha um anel. — Mary… Eu me apaixonei por você desde o primeiro momento em que te vi. Foi com você que eu aprendi a amar. E é você que eu quero ao meu lado para o resto da minha vida. — O garoto tentava planejar o que dizer, mas não tinha controle. As palavras simplesmente escapavam de sua boca — Eu te amo, Mary… E não posso suportar a ideia de te ver todos os dias sendo apenas minha namorada. — suspirou fundo, olhou para o anel e então, mais uma vez voltou seu olhar para a garota — Mary Aileen MacDonald, quer ser a futura senhora Carter?
- Desse eu prefiro fugir. -ela ri- Hm.. Voar, explodir bombas na sala do Filch, voar, nadar, voar, conversar, voar, invadir a cozinha e roubar bolinhos, voar.. -ela ri
Desses é bom fugir - riu - Você gosta de voar, hein, Sammy? - riu novamente
Sam ja´ tinha acabado de estudar quando Isis saiu do quarto e a deixou sozinha. A garota ja´ nao aguentva ficar trancada ali. Aproveitou que a amiga nao estava ali para impedi-la e saiu do quarto. Ela nao sabia direito para onde iria. Fazia tempo que nao conversava com Thony mas ele possivelmente estava bravo com ela. Entao ela decidiu ir para os jardins. Aquele lugar a acalmava. Ouviu alguem chamar seu nome. Sam levantou o rosto e reconheceu o garoto.- Devo fugir? -ela brinca.
- Fugir? Não sei, acha que deve fugir de mim? - arqueou a sombrancelha e sorriu, em seguida se aproximou da garota e sentou-se ao seu lado - Então, como tem passado?
Thomas se mexia desgostoso na cama, seu corpo todo tenso, seu braço ardia fortemente. Virou de um lado para o outro, escutou a respiração dos amigos a sua volta, mas nada o distraia, o relaxava. E num único impulso levantou da cama.
Desceu as escadarias colocando somente uma capa por cima das roupas que vestia, e evitou até olhar para os lados. Inconscientemente seus passos lhe guiavam para os jardins, e em menos de cinco minutos estava andando na frente de várias árvores.
O vento ficava cada vez mais forte, o ar gélido e úmido batia em seu rosto e agitava suas vestes. Então Tom cruzou os jardins entrando na floresta negra, e ao olhar para o céu, percebeu que a marca negra fora conjurada. Ao andar mais um pouco o garoto pôde ver alguns vultos atrás de si, virou-se mas não viu nada. Então sentiu-se tombando para trás em um movimento rápido, porém doloroso. O que parecia ser a voz do Lord das Trevas ressoou em seus ouvidos, e por mais que estivesse um tanto tonto, o garoto compreendeu claramente o que o homem dizia.
— Cá estamos nós novamente, não é, garoto? — disse ele, caminhando a volta de Thomas que permanecia ao chão — Soube que andou conversando com uma traidora… Gosto de você, garoto. Mas traíu seu próprio povo, não posso deixar isso passar em branco. — continuou — Você é poderoso e corajoso, porém, tolo. — disse, e em seguida se aproximou mais de Tom começando com a sessão de feitiços. Após minutos, finalmente o Lord cessou. O garoto caiu ao chão, seu corpo estava cheio de cortes, principalmente seu rosto que sangrava bastante.
Vários homens mascarados estavam a sua volta, quando um deles retirou a máscara Tom percebeu que era seu irmão que estava ali, contemplando sua desgraça. Era duro para o garoto pensar que, se tivesse tomado decisões diferentes no passado, poderia ser ele agora a estar lutando ao lado do Lord das Trevas. Só tinha que agradecer a Dumbledore por tê-lo encontrado e ensinado a valorizar a verdadeira magia.
Após alguns minutos em silêncio, o garoto voltou seu olhar para o Lorde que o fitava com um olhar de ódio — Deixe-as em paz! — disse em tom alto — Se quer me matar me mate, mas as deixe em paz! — Bastou apenas isso para provocar uma trilha de risada dos comensais que assistiam a cena, mesmo Voldemort não escapou de dar alguns risos.
— Tão tolo. Por que se importa tanto com essas garotas? Elas nem ao menos lembram que você existe — disse, com um sorriso irônico
Tom ouviu-o com atenção, o garoto não se conteve então riu, o que provocou olhares curiosos para o mesmo, então o garoto se levantou com dificuldade enquanto cuspia o sangue que havia em sua boca, teve um pouco de dificuldade para ficar de pé, mas levantou a cabeça para olhar diretamente para Voldemort — Deixe eu te dizer uma coisa. Pouco me importa se elas lembram de mim ou não. Eu as amo, isso basta! E não vou mais fazer isso contra elas. Porque… — ficou em silencio por um tempo, seu ar faltava e o garoto mal se continha em pé — A razão pela qual eu vim tão longe… — suspirou, tomou fôlego e continuou — Eu vim até aqui para proteger todas elas! E é isso que eu farei! — disse em tom alto enquanto sacava a varinha, mas não conseguiu lançar ao menos um feitiço pois todos os comensais presentes ali o atacaram enquanto o próprio Lord pegava a varinha do garoto e a quebrava.
Thomas foi lançado contra uma das árvores e caiu ao chão, seu corpo todo doía, o garoto nem ao menos conseguia se mexer, e com muita dificuldade pronunciou algumas palavras — É a mim… Que você quer… — disse em tom alto, porém fraco e pausadamente — Mate-me, mas… As deixe em paz! — ficou em silêncio, não conseguiu dizer mais nenhuma palavra
— Como quiser, garoto. — respondeu Voldemort, se aproximando do garoto que se encontrava jogado ao longe, apontou sua varinha para o mesmo — Ava… — O homem não pôde completar a maldição pois foi impedido por um grupo de vários bruxos que chegavam ali e começaram uma luta entre eles. Após alguns minutos de luta, os comensais que haviam ali se desfizeram em feixes de fumaça negra, entre eles estava Voldemort. Sim, aquilo realmente havia acabado. E Tom sabia que o que havia feito não havia sido em vão.
O garoto permanecia ao chão, já inconsciente e aparentemente com o estado de saúde grave, foi levado por um dos bruxos até a enfermaria, onde foi examinado e com certeza teria que ficar ali por vários dias até que se recuperasse totalmente.
— Pobre garoto, olhe só para ele. Nunca vi coisas assim na enfermaria antes. — Tom foi acordado pela voz de Madame Pomfrey. Mais uma vez o garoto estava na enfermaria, não conseguia ao menos se movimentar, os ferimentos em seu corpo eram terríveis, ainda havia um pouco de sangue no mesmo. Thomas apenas dirigiu seu olhar para Madame Pomfrey — C-Como eu vim parar aqui?— perguntou, com dificuldade — Algumas garotas o trouxeram, ao que me parecia eram Lufanas. Disseram que estava jogado no corredor, o que aconteceu, filho? — ela perguntou calma. Thomas não respondeu, apenas focou seus órbes verdes no teto e lembrou do que havia acontecido mais cedo, não deixaria aquilo barato. O garoto voltou sua atenção para o estado que seu corpo se encontrava, não sentia uma das pernas que provavelmente estava quebrada. O garoto tentou se sentar, mas por mais que colocasse toda sua força, a dor interna que ele sentia não permitia que ele fizesse quaisquer movimentos. Então o garoto apenas se acomodou com um pouco de dificuldade na maca e fitou a janela da enfermaria observando o que se passava do lado de fora.
Após um tempo, Liam percebeu que a inconsciência não chegava a Carter, ele soltou um suspirou frustado e parou de lançar o crucio, mas não desistindo da ideia — Quem pagará será você, Mobilicorpus — Agora o controle do corpo de Thomas que estava em sua frente estava em suas mãos, com um gesto da varinha ele o bateu na parede, mas não o deixou cair, fez outro movimento brusco agora na vertical fazendo ele bater no teto, depois nas paredes de novo diversas vezes, como se fosse uma marionete, uma ou duas risadas ocasionais escapavam da boca do moreno, como uma criança brincando, ele continuou nessa até se cansar, viu o corpo de Carter completamente machucado, ensanguentado, jogou o no chão como um trapo e andou até ele “inconsciente” ele pensou ao ver seus olhos fechados, o estrago foi feio algumas fraturas expostas e o sangue não parava de jorrar — Isso foi uma lição, Carter — Liam cuspiu no garoto e se virou indo embora, voltando para o salão comunal.
Thomas ainda estava consciente quando Liam começou a joga-lo na parede, a dor que se acumulava em si era imensa, nunca havia sentido tal dor antes. Sua esperança era de que aquilo acabasse logo, o garoto não se aguentava, a dor que o invadia era enorme, então um grito saiu de sua boca sem que o garoto permitisse. Ao Liam cessar, sua consciência se apagou, não houvera tempo para Tom dizer ao menos uma palavra, então Liam se foi e tudo o que restou no corredor fora Tom jogado ao chão, seu corpo estava literalmente estraçalhado. E então ficou ali mesmo, jorrando sangue aos montes, sujando o chão com o vermelho mórbido de seu sangue.
A raiva já corria pelas veias de Liam ao ser enforcado ele grasnhia com as mãos nas cordas, que estavam enforcando-o mas por sorte sua e pela burrice de Carter sua varinha ainda estava em sua mão ele murmurou, roucamente o contra feitiço assim que ele se livrou das cordas ele dou lançado contra a parede, bateu as costas na parede e com um gemido se levantou pesadamente “Não seria tão difícil fazer aquilo… Já teria praticado esse feitiço outra vez” ele pensava rapidamente mas antes de qualquer gesto que indicasse que Thomas lançaria um feitiço nele, ele falou alto — Crucio! —O feitiço de uma coloração vermelha sangue saiu de sua varinha e acertou Carter em cheio Liam viu o garoto se contorcer no chão um pouco longe dele, mas um sorriso maldoso brotava em seus lábios.
Após ser atingido pelo feitiço, Tom caiu ao chão e ali mesmo pôs-se a se contorcer de dor, era como se mil facas estivessem o rasgando por dentro, a dor era imensa e insuportável. Tom nunca havia visto o sentido tamanha dor, até mesmo quando foi atacado por Alecto com o mesmo feitiço a dor era menor. Sim, a raiva que Liam sentia provavelmente contribuía bastante para a dor que o feitiço causava, ainda se contorcendo no chão o garoto se virou para Liam e o encarou — Vai pagar caro por isso Smith! — disse com dificuldade, a dor que se passava em si podia ser mostrada em sua voz, que no momento era falha e pausada. Tom não conseguiu dizer mais nada, a dor que sentia só aumentava, então o garoto apenas abraçou seu corpo e esperou que aquilo acabasse o mais rápido possível, Tom não deu ao menos um grito, não queria dar esse gostinho a Liam
Thomas caminhava um tanto distraído pelo corredor, ao olhar para sua frente deparou-se com um garoto vindo em sua direção, reconheceu-o de imediato — Smith? — revira os olhos — Saudades de mim? — disse em um tom irônico — Suponho que ainda não tenha aprendido a lição! — disse sacando a varinha
Liam apenas teve tempo de pegar sua varinha e murmurar o contra-feitiço para parar as chamas, sua roupa estava chamuscada, ele se levantou vermelho de raiva, e tremendo — Estupefaça — o garoto foi jogado do outro lado só que ainda consciente — Avifors — ele viu o idiota Carter se transformar em um pássaro azul, Liam pegou a varinha dele que não estava muito longe e sorriu com a vitória
Após ser lançado para o outro lado da sala, Tom se levantou mas não teve chances de fazer algo, viu-se transformado em um pássaro azul. Minutos depois o feitiço se desfez e Tom voltou ao normal, não se aguentava de raiva, nunca permitiu que alguém ao menos tocasse em sua varinha, não seria Liam o primeiro a fazê-lo. Após o efeito do feitiço passar Tom correu atrás de Liam, colocou-se a sua frente e lhe deu um soco fazendo-o cair ao chão, pegando sua varinha em seguida — Nunca mais ouse mexer comigo! Estupore — viu o garoto ser lançado para longe, caindo inconsciente ao chão. Em seguida caminhou até ele para verificar se estava mesmo desmaiado, então quando teve certeza de que Liam estava inconsciente deu lhe um ultimo chute, fazendo seu nariz sangrar e então se retirou, sumindo pelo corredor.

